
1)O que significa para si humanizar a Instituição Acreditar?
Lembrarmo-nos a cada dia do porquê da nossa existência. Saber que as questões institucionais/burocráticas são indispensáveis, mas que existem por um motivo!Humanizar é saber equilibrar a razão e a emoção. Darmo-nos sem nos perdermos. Sabermos que estamos aqui por todos e para todos.
2)Tem a seu cargo um grande grupo de pessoas que dão o melhor de si para conseguirem dar à sua instituição, ou melhor, aos doentes e seus familiares, um ambiente mais acolhedor e humano. Considera o número de voluntários que tem neste momento suficiente para alcançar esse objectivo?
O voluntariado “mede-se” em quantidade mas também, e sobretudo, em qualidade. A Acreditar tem o privilégio de poder contar com muitas pessoas e organizações que, na medida das suas possibilidades e competências, contribuem de forma única para este Projecto. O cabeleireiro que, assim que contactado, vem cá cortar o cabelo às crianças. O gabinete de advogados que oferece os seus serviços às famílias que, em consequência da doença, experienciam conflitos, especificamente em contexto laboral. O voluntário que tem uma carrinha e transporta as crianças para as actividades. O voluntário que é palhaço e vem, de vez em quando, animar as crianças e, muito especialmente, o voluntário que, em criança, teve a mesma doença e, por esse facto, dá um contributo único às crianças que agora vivem uma experiência semelhante.A adequação das características dos nossos voluntários às nossas necessidades e o acompanhamento do trabalho que desenvolvem é o essencial para que a experiência de voluntariado na Acreditar seja o mais interessante para TODOS!
3)Um voluntário ao apresentar a sua candidatura de admissão ao corpo de voluntariado é sujeito a alguma selecção? E quanto à sua formação, é-lhe facultado algum curso de preparação?
O processo de selecção de voluntários passa por uma série de etapas:O preenchimento de uma ficha de inscrição em que o candidato nos indica a sua disponibilidade;Uma entrevista com a coordenadora do seu trabalho, em que se aferem as expectativas de ambas as partes: dá-se a conhecer ao candidato o que é a Acreditar e o que é esperado de um voluntário, ao longo da conversa, em tom informal, vai-se percebendo se este pode ser um projecto com futuro!Caso se entenda que sim, o candidato realiza um período de estágio de aproximadamente dois meses, em que, tendo contacto directo com a realidade do voluntariado na Acreditar, está também “protegido” pela presença e apoio dos voluntários que, com (mais) experiência, desempenham a função de tutor. Tanto a Acreditar como o candidato aferem a adequabilidade deste projecto para ambos.Ultrapassada com “sucesso” esta fase, o estagiário frequenta um curso de formação (teórica) em que assiste e participa nas intervenções levadas a cabo pelos profissionais da área (médico, enfermeiro, assistente social, educador, professor, psicólogo).Se a formação for concluída de forma satisfatória, o estagiário, outrora candidato torna-se agora “voluntário”!
4)Depois de incorporados, os voluntários têm tarefas específicas nos vários serviços da instituição? Diga-nos quais são essas tarefas e como são desenvolvidas.
O tipo de voluntariado mais comum na Acreditar é o de apoio às crianças e suas famílias internadas, ou em consulta, nos hospitais gerais, pediátricos ou oncológicos do país (Lisboa, Coimbra, Porto e Madeira) ou a residir nos nossos lares (em Lisboa e em Coimbra – este último entrará em funcionamento no inicio de 2009). As funções do voluntário divergem nestes dois ambientes. Nas Casas, ao voluntário é solicitado todo o tipo de colaboração: desde participação nas tarefas domésticas como brincar com as crianças. Nos hospitais a actuação centra-se exclusivamente nas pessoas. O principal objectivo é “tirar” as crianças dos quartos e leva-las para a sala de brincadeiras, incentivar a saída dos pais, dada a nossa presença.
5)Que trabalho é desenvolvido pelos voluntários de forma a permitir aos doentes um maior contacto com os seus familiares?
O voluntário eficiente não é aquele que está SEMPRE presente, o voluntário eficiente é aquele que está atento às necessidades das famílias e das crianças doentes, colocando as suas próprias vontades em segundo plano. Desta forma o voluntário não deve nunca ser insistente. Oferecer a sua presença e aguardar aceitação. Se SENTIR mais valioso propor actividades que impliquem a interacção de crianças e familiares.
6)De certeza que o voluntariado e os seus responsáveis têm planos ou projectos para o futuro. Fale-me desses projectos e a forma como pensam desenvolve-los.
Para nós é importante fortalecer este grupo, individualmente e nas dinâmicas que estabelecem entre si. A troca de experiências é essencial. Neste sentido, a formação contínua é uma área que queremos reforçar.2009 será o ano de impulsionamento do grupo dos Barnabés – crianças doentes e ex-doentes, ao nível da sua participação social e também a profissionalização da Acreditar enquanto organizadora de Campos de Férias.
Lembrarmo-nos a cada dia do porquê da nossa existência. Saber que as questões institucionais/burocráticas são indispensáveis, mas que existem por um motivo!Humanizar é saber equilibrar a razão e a emoção. Darmo-nos sem nos perdermos. Sabermos que estamos aqui por todos e para todos.
2)Tem a seu cargo um grande grupo de pessoas que dão o melhor de si para conseguirem dar à sua instituição, ou melhor, aos doentes e seus familiares, um ambiente mais acolhedor e humano. Considera o número de voluntários que tem neste momento suficiente para alcançar esse objectivo?
O voluntariado “mede-se” em quantidade mas também, e sobretudo, em qualidade. A Acreditar tem o privilégio de poder contar com muitas pessoas e organizações que, na medida das suas possibilidades e competências, contribuem de forma única para este Projecto. O cabeleireiro que, assim que contactado, vem cá cortar o cabelo às crianças. O gabinete de advogados que oferece os seus serviços às famílias que, em consequência da doença, experienciam conflitos, especificamente em contexto laboral. O voluntário que tem uma carrinha e transporta as crianças para as actividades. O voluntário que é palhaço e vem, de vez em quando, animar as crianças e, muito especialmente, o voluntário que, em criança, teve a mesma doença e, por esse facto, dá um contributo único às crianças que agora vivem uma experiência semelhante.A adequação das características dos nossos voluntários às nossas necessidades e o acompanhamento do trabalho que desenvolvem é o essencial para que a experiência de voluntariado na Acreditar seja o mais interessante para TODOS!
3)Um voluntário ao apresentar a sua candidatura de admissão ao corpo de voluntariado é sujeito a alguma selecção? E quanto à sua formação, é-lhe facultado algum curso de preparação?
O processo de selecção de voluntários passa por uma série de etapas:O preenchimento de uma ficha de inscrição em que o candidato nos indica a sua disponibilidade;Uma entrevista com a coordenadora do seu trabalho, em que se aferem as expectativas de ambas as partes: dá-se a conhecer ao candidato o que é a Acreditar e o que é esperado de um voluntário, ao longo da conversa, em tom informal, vai-se percebendo se este pode ser um projecto com futuro!Caso se entenda que sim, o candidato realiza um período de estágio de aproximadamente dois meses, em que, tendo contacto directo com a realidade do voluntariado na Acreditar, está também “protegido” pela presença e apoio dos voluntários que, com (mais) experiência, desempenham a função de tutor. Tanto a Acreditar como o candidato aferem a adequabilidade deste projecto para ambos.Ultrapassada com “sucesso” esta fase, o estagiário frequenta um curso de formação (teórica) em que assiste e participa nas intervenções levadas a cabo pelos profissionais da área (médico, enfermeiro, assistente social, educador, professor, psicólogo).Se a formação for concluída de forma satisfatória, o estagiário, outrora candidato torna-se agora “voluntário”!
4)Depois de incorporados, os voluntários têm tarefas específicas nos vários serviços da instituição? Diga-nos quais são essas tarefas e como são desenvolvidas.
O tipo de voluntariado mais comum na Acreditar é o de apoio às crianças e suas famílias internadas, ou em consulta, nos hospitais gerais, pediátricos ou oncológicos do país (Lisboa, Coimbra, Porto e Madeira) ou a residir nos nossos lares (em Lisboa e em Coimbra – este último entrará em funcionamento no inicio de 2009). As funções do voluntário divergem nestes dois ambientes. Nas Casas, ao voluntário é solicitado todo o tipo de colaboração: desde participação nas tarefas domésticas como brincar com as crianças. Nos hospitais a actuação centra-se exclusivamente nas pessoas. O principal objectivo é “tirar” as crianças dos quartos e leva-las para a sala de brincadeiras, incentivar a saída dos pais, dada a nossa presença.
5)Que trabalho é desenvolvido pelos voluntários de forma a permitir aos doentes um maior contacto com os seus familiares?
O voluntário eficiente não é aquele que está SEMPRE presente, o voluntário eficiente é aquele que está atento às necessidades das famílias e das crianças doentes, colocando as suas próprias vontades em segundo plano. Desta forma o voluntário não deve nunca ser insistente. Oferecer a sua presença e aguardar aceitação. Se SENTIR mais valioso propor actividades que impliquem a interacção de crianças e familiares.
6)De certeza que o voluntariado e os seus responsáveis têm planos ou projectos para o futuro. Fale-me desses projectos e a forma como pensam desenvolve-los.
Para nós é importante fortalecer este grupo, individualmente e nas dinâmicas que estabelecem entre si. A troca de experiências é essencial. Neste sentido, a formação contínua é uma área que queremos reforçar.2009 será o ano de impulsionamento do grupo dos Barnabés – crianças doentes e ex-doentes, ao nível da sua participação social e também a profissionalização da Acreditar enquanto organizadora de Campos de Férias.

