Acerca de mim

Escolhemos este tema por vários motivos, entre os quais o facto de: estar relacionado com a nossa área e com os nossos interesses; querermos ter a experiência de fazer voluntariado; sensibilizar e envolver a comunidade escolar neste tema. Para além disto, consideramos um projecto importante e que merece o nosso envolvimento, visto que todas as pessoas, ao longo da sua vida, deveriam contribuir para uma causa humanitária deste tipo, atendendo ao facto de que existem muitas pessoas necessitadas que merecem a nossa ajuda. Deste modo, julgamos que esta experiência irá enriquecer, tanto os elementos do grupo como toda a comunidade escolar envolvida no projecto, sob o ponto de vista humanitário.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

O ANTI-VOLUNTÁRIO - noticia do Setubalense


Brissos Lino


Saldanha Sanches espalhou-se mais uma vez (já não é a primeira) ao falar publicamente de temas que desconhece, como notou muito bem Duarte Caldeira, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses.


O fiscalista sugeriu recentemente, aos microfones de uma rádio, a profissionalização dos bombeiros e o fim do regime de voluntariado, afirmando que este “é oneroso para os contribuintes e dispensável”.


Se o autor de tal disparate se informasse ficaria a saber que a Câmara Municipal de Lisboa, por exemplo, gasta mais com o seu corpo de bombeiros sapadores (profissionais) do que o Estado gasta com as larguíssimas centenas de corpos de bombeiros voluntários espalhados por todo o país.


Se o comentador se informasse, ficaria a saber que as pouquíssimas cidades portuguesas que dispõem de um corpo de bombeiros profissionais só não desistem dele, como em tempos fez o município de Braga, porque não têm coragem de pagar o preço político de tal medida, pois são muito mais onerosos do que os voluntários.


Se ele se informasse convenientemente ficaria a saber que as companhias de bombeiros voluntários são uma escola de vida e de formação cívica para os jovens, no sentido de despertar o interesse pelo serviço desinteressado aos outros e à sociedade, perante a qual todos os cidadãos conscientes têm uma responsabilidade.


Se ao menos se informasse entenderia que a qualidade de um bombeiro não está na circunstância de ser profissional ou voluntário, ao contrário do que afirma, mas sim na formação que tem e na dedicação, brio e entrega à causa que revela.


Em declarações ao Rádio Clube, na rubrica "Uma ideia para o país", Saldanha Sanches criticou o facto de haver bombeiros voluntários pagos, mas a razão é, obviamente, porque os voluntários não são suficientes para as necessidades, e mesmo estes ficam menos caros do que os profissionais.


Se a ideia de acabar com os voluntários é criar postos de trabalho artificiais, para combater o desemprego, ou dar uma machadada no espírito de voluntariado que ajuda a manter este país mais coeso e solidário, talvez a ideia não seja assim tão peregrina. Mas então assumam-se claramente os objectivos.


Segundo notícia da Lusa, os bombeiros constituem o grupo profissional em que mais confiam os portugueses. Talvez esta seja a melhor resposta a dar ao infeliz comentarista Saldanha Sanches…

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